quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Entrevistando Eduardo Tornaghi








Mini biografia
Eduardo Tornaghi, nascido em 1951, ainda está vivo.
Família grande, merecendo o nome, "é do ar do…"
Trabalhei um pouco, fazendo muitas coisas diferentes que no fim eram a mesma busca e sonhei bastante.
Finalmente, olha que legal, cheguei aqui, em você.


1 - Uma descrição do “Papo Poético”.

Vídeos de aproximadamente 6mn lendo poesia e comentando livremente

2 - De onde surgiu a idéia de criar o “Papo Poético”? Você obteve alguma inspiração em algum outro blog para começar a publicar o seu?

É um desejo antigo. Um espaço pra falar do que amo, do que acredito importante trocar.

3 - Como foi a sua primeira postagem e o que te motiva a manter o “Papo Poético”?

A postagem vocês podem ver, começou por escrito. O motivo de manter é que sou um amador

4 - O que você dá mais importância em seu blog? E por quê?

Me divertir. Porque me divertindo, estarei concentrado e contagiando alegria. Assim tenho chance de chegar bem em você.

5 - Qual o interesse dos visitantes no “Papo Poético”? Que tipo de informação ou interação você acha que eles procuram?

Não tenho noção. Mas desconfio que se expressar seja uma necessidade básica do ser humano. E expressar-se, é pro outro, com o outro. Acredito que todos nós, poetas e pixadores e fofoqueiros e etc procuramos a mesma coisa: sentir que conseguiu conectar realmente alguém.

6 - O que você mais sente falta no Brasil e como expressa isso em seus textos ou poemas?

O Brasil, nossa obra coletiva, é uma nação muito legal. Cheia de desafios, o que garante a graça da coisa, mas persistindo em apostar mais em ser feliz que ficar rico. Como antídoto à escola formal, temos escolas de Samba e Reisados. A herança de Tia Ciata e Donga ainda vence a inveja do estilo 1˚mundo (baita conto do vigário, aliás, quem conhece sabe). Acho que expresso nos meus poemas a mim apenas. Só sabemos de nós. A sorte, é que somos iguais. Cada um do seu jeito, iguais.

7 - Como você define seu momento de criação ou de escolha caso você não escreva seus próprios textos ou poemas?

São momentos de curtição. Penso literalmente: vou curtir. Daí pego papel e caneta (sempre) e às vezes um livro ou dois ou três. E brinco. De rabiscar, de colorir, de ler, de procurar palavras ou associar versos, canto trechos do que estou lendo, desmunheco, danço… (e vou anotando)

8 - Qual a imagem que você faz das pessoas que apenas colam comentários e não interagem com o que você de fato escreveu?

Tão trancados né, coitados? E tão perdendo a melhor parte. Expressar é só meia-metade. O que a gente realmente quer, e quer porque necessita, é se comunicar. E comunicação é via de mão dupla, não adianta falar sozinho. E quem não ouve, fica falando sozinho. Aí, com o perdão da má palavra, é punheta. Pode até dar algum prazer, mas orgasmo é outra coisa. Sem o outro, não há.

9 - Porque você batizou o seu blog com este nome?
Impulso
10 - Se puder e quiser, fale um pouco de você e de seu trabalho.

Meu trabalho fala tudo de mim

11 - Você acha que a visitação/repercussão do “Papo Poético” está boa?Era isso que você esperava?

Não tinha idéia do que esperar. Também não tenho idéia do tamanho das coisas por aqui. Estou aprendendo, mas percebo que tem crescido.


12 - Sobre o layout das suas postagens (imagens), como você definiria seu estilo?

O nome do estilo é: "O que pude arrumar". Contando com minha ignorância e a boa vontade de muitos amigos vai entrando um trato aqui, um vídeo acolá…

13 - O que te chamou mais a atenção na blogosfera?

A imensa variedade

 14 - O que faz você pensar em desistir de continuar com o “Papo Poético”? Algo assim que te aborreça e que gostaria que fosse diferente...


Nem imagino


15 - Como faz para escolher o titulo de seus poemas ou textos?

Ralo. Considero o nome, a identidade, de importância cósmica. Um símbolo poderosíssimo no mundo simbólico que é a Poesia. Pra mim não é fácil. Preciso brincar muito com o poema digo-o zilhões de vezes, sempre me perguntando seu nome. Como fiz com minhas filhas. Ambas nasceram neném. Minha mulher e eu ficávamos namorando o neném e nos perguntando como seria o nome delas. Confesso que a exigência legal de 15 dias, pra mim foi muito curta. Como, no caso do poema o nome pode mudar, já mudei o nome até depois de publicação.

16 - Você poderia afirmar que a música influi diretamente em sua forma de escrever? Caso sim... explique como se dá este processo.


Não

17 - Quanto aos comentários e visitas, qual o nível de importância eles tem para você no sentido de dar continuidade ao “Papo Poético”?
 

Para a continuidade, nenhuma, que eu faço porque preciso. Já pro entusiasmo… Mas é isso né? A gente fala porque quer ser ouvido, pra ser ouvido à gente tem que ouvir o como estão nos ouvindo. Acredito que essa é a luta de todos nós, sabendo ou não.


18 - A que ponto o “Papo Poético” interfere na sua vida pessoal? - Ou o contrário... rs...

 Minha vida é uma só, embora eu, seja 300, seja 350.

19 - Aqui o Espaço agora fica Aberto para que você possa deixar o seu recado... Obrigado por sua participação.

Chamo o que faço de "pelada poética", porque acredito na alegria e na liberdade do campo de pelada como instrumento de aprendizado e criação. Taí o nosso futebol que não nos deixa mentir. Portanto, se posso deixar um recado, eu diria DIVIRTAM-SE.
No mais, obrigado por terem querido me ouvir


20 – O nosso recado para o Amigo Eduardo Tornaghi

Agradecemos a sua presença em nosso Espaço Aberto!
Que a poesia continue tocando o seu coração para que possas nos trazer tantas riquezas quanto as que nós encontramos em seu blog.

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