sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pedras Nuas no Espaço Aberto


Olá Pessoal!
Nossa convidada de hoje é a nossa Querida Amiga do Blog Pedras Nuas. Ela nos traz um texto fantástico, que vale a pena ser lido e relido.
Boa leitura para todos!

Não deixe de conhecer a riqueza dos blogs dela:



MARIA MADALENA

De prostituta a símbolo cristão

Tinha passado discretamente pela História da Igreja. Hoje, um exército de teólogos e escritores procura esclarecer a sua relação com Jesus e o papel que terá desempenhado no nascimento do Cristianismo.

O autor de O Código Da Vinci fez sair dos seus silenciosos refúgios teólogos e um sem –fim de estudiosos dos meandros do Cristianismo. Todos se mostraram ansiosos por desvendar o mistério e o significado de Maria Madalena.
Brown aproveita para questionar o papel da mulher no dogma cristão, numa pirueta ideológica que, por muito show business que arraste consigo, não deixa de representar uma oportunidade histórica para rever de forma aberta os cânones eclesiásticos, inamovíveis e solidamente entrincheirados durante quase dois milénios.
A estreia da adaptação cinematográfica do livro em 4000 salas de todo o planeta levou o tema às primeiras páginas dos jornais, como se fosse uma celebridade.
No Vaticano, o arcebispo Ângelo Amato, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, pronunciou-se ao pedir abertamente aos crentes para boicotarem o filme. As palavras do cardeal Tarcisio Bertone, que o classificou como um monte de mentiras contra a cristandade e o próprio Jesus Cristo. Por sua vez a Opus Dei, que não sai muito bem vista do argumento, pediu expressamente à produtora para incluir o aviso aos espectadores de que a obra é uma ficção.

Os evangelhos foram escritos entre 50 e 90 anos depois dos acontecimentos que narram, pelo que é lícito supor que grande parte dos factos foi desvirtuada pela transmissão oral.

Seria, a mulher de traços femininos, sentada junto de Jesus Cristo na Última Ceia, de Da Vinci. Seria ela, que cheia de dor e coragem, assiste (segundo os textos canónicos e apócrifos) aos trágicos momentos da crucifixão. A primeira pessoa a ver Cristo ressuscitado e chamava-lhe rabbuni, que significa “mestre” e seria, alegadamente, o nome pelo qual as mulheres tratavam os maridos.
O livro não deixa de ser uma fonte constante de reacções, de críticas e de óbvias contradições.

Embora falem da vida de Cristo, os evangelhos são bem diferentes entre si.

A ideia de que Maria Madalena (aparentemente a mesma mulher referida como Maria de Magdala e Maria Madalena) seria uma sacerdotisa e não uma prostituta surge reforçada pelas descrições de Marcos (14:3-9) e João (12:3), da unção com nardo feita a Jesus. Ao fazê-lo, Maria derrama a divindade sobre Cristo e tal acção só está ao alcance de um sacerdote.
Muitos estudiosos recentes afirmam a probabilidade de o exorcismo ter representado, na realidade, a cura dos problemas nervosos que afectavam a mulher. Foi presença permanente nos momentos mais importantes na vida de Jesus.
As palavras apagadas no texto de Filipe poderiam lançar nova luz.
Aqui, a importância de Maria Madalena é mais do que óbvia e o autor chamava-lhe “a companheira do salvador”. Filipe diz que “Cristo amava-a mais do que aos (outros discípulos?) e costumava beijá-la frequentemente (nos lábios). Isto ofendia os outros discípulos, que expressavam a sua desaprovação. Perguntavam-lhe, “porque que a amas mais do que ao resto de nós? O Salvador respondeu e disse-lhe, “porque a amo de uma forma diferente daquela que vos amo a vós:

Uma pergunta fica no ar. E se Cristo e Maria Madalena fossem realmente casados? E se a Igreja Católica tivesse aceite essa união, em lugar de procurar permanentemente formas de a esconder, tornando-a ridiculamente impossível?
Como seria a sociedade moderna ocidental se, durante quase dois milénios, a Igreja não tivesse insistido na inferioridade das mulheres face aos homens. Apenas uma resposta a estas perguntas é de veracidade garantida: o Mundo seria com toda a certeza, muito diferente!

Informação extraída directamente das revistas 
SUPER INTERESSANTE Novembro de 2006
Do autor: M.M.
Para saber mais  http://www.magdalene.org Referências literárias,
religiosas e artísticas sobre Maria Madalena
e
Da FOCUS Julho de 2006
Do autor : Frederico Valarinho

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