terça-feira, 23 de novembro de 2010

-ANDO, -ENDO e por aí VAMOS INDO

Olá Pessoal!
Esperamos que estejam todos bem!

Hoje vamos apresentar para vocês uma pessoa fantática!
Esperamos que aproveitem bastante!


Meu nome é Lucimara Souza e moro em Cravinhos, interior do Estado de São Paulo. Sou formada em Letras, pós-graduanda em Comunicação: linguagens midiáticas, funcionária pública, professora de língua inglesa e, atualmente, revisora de textos.
Possuo algumas crônicas publicadas em antologias e mantenho o blog TEXTOS E REFLEXÕES - www.textos-e-reflexoes.blogspot.com - atualizando-o todas as sextas-feiras.
Escrever me dá prazer porque satisfaz desejos, cura ansiedades e libera sensações contidas.






Eu adoro textos metalinguísticos e hoje pude estar reservando alguns minutos para estar trazendo, neste espaço que tanto gosto, um pequeno trecho de reflexão sobre a chamada peste da comunicação moderna - o gerundismo. Aliás, este é só mais um vício de linguagem ou um modismo linguístico – como você pode estar preferindo chamar - dentre inúmeros que podem estar nos perseguindo.
Quando você telefona para a empresa e recebe a informação de que vai estar recebendo seu produto dentro de tantos dias, você pode não estar percebendo que a mocinha do teleatendimento pode estar adiando uma informação negativa ou querendo te ludibriar. Assim penso porque os adeptos ao gerundismo não me passam credibilidade alguma, apenas tentam ser menos ríspidos do que seriam se fossem diretos e objetivos.
Na verdade, a empresa pode, realmente, estar tentando te dar uma especial atenção, mas essa meiga conversinha de “vamos estar realizando” aborrece, cansa, enfastia.
Antigamente, esta era considerada a linguagem do telemarketing. Hoje se popularizou de forma tão assustadora, que a reunião pode estar atrasando alguns minutos para começar, o paciente pode estar aguardando pelo médico, eu posso estar sentindo dificuldade de escrever isso e o leitor pode estar achando a crônica um porre. O estar vem antecedido de um ou dois verbos e, como se não bastasse, seguido por outro no gerúndio. Situação bem simples que poderia estar sendo resumida em uma palavra ou, no máximo, duas.
No entanto, as pessoas podem estar sempre preferindo dar uma leve rebuscada na linguagem, parecendo ser um tanto quanto formal, amável e educada. O único problema é que elas podem estar se esquecendo de que se tornam companhias insuportáveis e, se pudessem estar ficando de boca fechada, conseguiriam estar poupando o próprio tempo. Essa ideia de continuidade é extremamente desnecessária e fadigosa.
E quando este modismo é transferido para a linguagem escrita? Aí, sim, posso estar considerando um problema crônico, que atingiu proporções e carece de tratamento especializado.
Gente, será que os falantes não percebem que o tal vício passa longe de poder estar sendo considerado bonito, tampouco culto? Talvez estejam pensando que usam nosso querido português de forma mais criativa do que os não-adeptos.
Questionar se a estrutura estabelece ou não uma perfeita comunicação não é minha intenção. A verdade é que esse tal modo cordial e suave de se falar não pode estar sendo disseminado, pois chega a um ponto em que os ouvintes podem estar ficando incomodados, como eu, que consegui estar me segurando até hoje para não estar escrevendo isso que você pode estar ficando cansado de ler.
O ideal é que os interlocutores possam estar se conscientizando e se dando conta de que é feio e doloroso se expressar através dessas locuções verbais conhecidas por gerundismo. Poderiam, ao menos, estar tentando se policiar ou controlar para estar evitando que tal linguagem possa estar atingindo e inquietando nossos ouvidos, especialmente os mais críticos.

Se você, leitor, veio até aqui, leu e gostou, vou estar agradecendo se você puder estar deixando um comentário.

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