segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Olá Pessoal...
Mais uma vez temos o prazer de receber a nossa amiga Carmem para nos trazer um assunto muito importante, que será útil para o conhecimento de todos.

Ela em especial está atendendo a um pedido do nosso amigo Elcio para que nos oriente sobre o tema, que devido a sua extensão será dividido em duas postagens.

Boa leitura e aprendizado para TODOS!!!





Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) - Atendendo a um pedido muito especial


Mais comum do que a maioria das pessoas imagina, o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (ou simplesmente TDAH) é uma síndrome conductual com bases neurobiológicas com fortes componentes genéticos e que afeta uma média de de 5% a 10% da população infanto-juvenil, sendo 3 vezes mais frequentes no sexo masculino e cujos sintomas costumam aparecer antes dos 7 anos de idade, embora estudos já tenham comprovado que 60% a 75% das crianças-adolescentes com TDAH continuam apresentando os sintomas na idade adulta.


Segundo o Manual de Diagnósticos e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV) o TDAH se caracteriza, principalmente, por distração de moderada a severa seguidos de breves períodos de atenção, inquietude motora, instabilidade emocional e condutas impulsivas. Ainda segundo o DSM-IV os sintomas costumam se agravar em situações que exijam atenção ou esforço mental repetitivo e atividades monótonas ou sem atrativos, a exemplo de escutar o professor em sala de aula, fazer deveres de casa, escutar ou ler textos extensos.


Devido a vários estudos sabe-se que este transtorno neuroconductual é de origem fundamentalmente genético-hereditária em 80% dos casos e por este motivo, não ocorre nas relações adotivas, por exemplo. Em contrapartida, os fatores não hereditários em todos os casos de TDAH já estudados são de apenas 20%, e estão relacionados, de alguma forma, com fatores ambientais. A influência das causas congênitas que atuariam durante a gravidez (ou seja, as não hereditárias com participação de fatores genéticos ou ambientais em proporções variadas), tais como a exposição do útero a fatores externos que sejam daninos ao feto, a exemplo do chumbo, da nicotina, entre outros.


Os estudos de concordância genética para o diagnóstico de gêmeos relevaram taxas de concordância de 25% a 40% para gêmeos não idênticos e de 80% para gêmeos idênticos e ainda segundo estes estudos, trata-se de um transtorno de herância polegênica e de acordo com a evidência, múltiplos gens contribuem à "transmissão" do TDAH, a exemplo do gen que codifica o receptor dopaminérgico D4, o que codifica o receptor D5 e o que codifica a proteína que transporta a dopamina.


Para ser determinada como portadora de TDAH a criança deve apresentar algumas condições, que podem ser tratáveis. Com o passar dos anos, no entanto, o TDAH pode afetar algumas áreas do cérebro tais como as que permitem solucionar problemas, fazer planejamentos futuros, compreender a atitude dos demais e controlar seus próprios impulsos.

A Academia Psiquiátria Americana para Crianças e Adolescentes (AACAP - por sua sigla em inglês) considera como necessário que os seguintes fatores estejam presentes:


- O comportamento deve aparecer antes dos 7 anos de idade.

- Deve continuar por, pelo menos, seis meses.

- Os sintomas devem também criar uma deficiência em pelo menos duas das seguintes áreas na vida da criança:

* na sala de aula;

* no parque;

* em casa;

* na comunidade, ou no meio social.


Mas é preciso estar atento, pois se a criança demonstra muita atividade em um parque de diversões, mas não em outros lugares, o problema pode não ser TDAH e é preciso diferenciar e fazer um diagnóstico adequado. Há várias condições e situações que podem causar impacto no comportamento infantil, e muitas crianças podem, inclusive, demonstrar alguns sintomas de TDAH sem que sejam realmente portadoras do transtorno:

- Morte ou divórcio em família, desemprego de um dos pais, ou outra mudança repentina
- Vertigens não detectadas

- Uma infecção de ouvido pode causar problemas de audição temporários

- Problemas com os trabalhos escolares causados por deficiência de aprendizado

- Ansiedade ou depressão

- Noites mal dormidas

- Abuso infantil


Os principais sinais e sintomas do TDAH são desatenção, hiperatividade e impulsividade. Existe uma certa dificuldade para definir bem os sintomas pois é preciso determinar onde os níveis normais destes três sinais acabam e começam os que determinam o transtorno.


Os sintomas se categorizam em três classificações potenciais: tipo desatento, tipo predominantemente hiperativo-impulsivo ou o tipo que combina as duas subcategorias.


Os sintomas do tipo predominantemente desatento podem incluir:


- Ser facilmente distraído, não colocar atenção a detalhes, esquecer das coisas com facilidade, mudar frequentemente de uma atividade a outra;

- Ter dificuldade de manter-se enfocado em uma só atividade;

- Sentir-se entediado com uma atividade depois de alguns minutos, a menos que esteja fazendo alguma coisa que realmente seja agradável;

- Ter dificuldade de enfocar-se atentamente ou organizar-se e completar uma tarefa ou aprender algo novo ou ter problemas para completar trabalhos de casa, perder coisas com frequência;

- Não parece escutar quando alguém lhe dirige a palavra;
- Sonhar acordado, ficando facilmente confuso e movendo-se de forma muito lenta;
- Ter dificuldade para seguir instruções.


Os sintomas do tipo predominantemente hiperativo-impulsivo podem incluir:


- Mover-se constantemente em seu assento;

- Falar sem parar;

- Mexer nas coisas, tocar em objetos ou brincar quando não há ninguém por perto;

- Ter dificuldade para manter-se sentado nas refeições e em horas de estudo;

- Estar em constante movimento;

- Ter dificuldade para realizar tarefas tranquilas.


...além destes sintomas que são primariamente impulsivos:


- Ser impaciente;

- Fazer comentários inapropriados, mostrar suas emoções sem restrição, e atuar sem pensar nas consequências;

- Ter dificuldade em esperar pelas coisas que desejam.


Muitas pessoas exibem alguns destes comportamentos, mas não em um grau significante e que interfira com o trabalho, relacionamentos, ou estudos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nosso carinho para vocês!



Olá Amigos!

Desculpem por não estarmos dando a atenção que vocês merecem.
Acreditamos que vocês, assim como nós também estão na correria de final de ano.
Estávamos com a agenda programada, mas devido a alguns contratempos algumas postagens precisaram ser modificadas.
Aos poucos iremos acertando tudo!

Vamos aproveitar a oportunidade para convidá-los a conhecer o incrível Blog da San sobre literatura. Não deixe de ir lá e conferir as resenhas dos livros que ela lê e nos indica. Você se quiser, também poderá participar do Amigo Oculto promovido por ela!



Sabia que se ela atingir a marca de 200 seguidores no blog, ela poderá fazer parcerias com as editoras e sortear livros entre os participantes das postagens? 







Abaixo segue a participação da nossa querida Amiga Isadora
Boa leitura!





Sentimento: Autoestima


Manter a autoestima alta é tarefa hercúlea. Autoestima é a estima que tenho por mim mesma, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito. Em poucas palavras "é um ato de amor e de confiança consigo mesmo". Ou colocando mais duas palavras na brincadeira chegamos ao amor-próprio e a autoconfiança. E isso é fácil?
Quantas vezes, nós deixamos de nos amar? Quantas vezes desconfiamos de nós mesmo? Eu nem posso contar nos dedos das mãos. Então, eu tenho baixa autoestima? É bem provável que, às vezes eu tenha. E a alta autoestima? Eu também tenho. Elas são como duas crianças brincando em uma gangorra. Ora lá em cima, ora lá em baixo.
 Quem nunca ficou inseguro diante de uma decisão a ser tomada? Quem nunca ficou inseguro com aquela promoção recebida? Quem nunca se fez de vítima lamentando-se por não ter conseguido ou conquistado algo? Quantas vezes agimos de uma maneira, que não é a nossa para agradarmos alguém? Isso acontece quando a gangorra está embaixo.
 O contraponto existe na mesma proporção. Quem nunca ficou com a autoestima lá no alto quando recebeu uma promoção, ou tomou uma decisão acertada, que fez com o que o rumo da vida desse uma guinada de 360 graus, ou recebeu um elogio, ou aprendeu a fazer algo que há muito tempo tinha vontade, conquistou algo?
 Eu alterno os dois sentimentos, alta autoestima e baixa autoestima. Em alguns momentos tudo parece, perfeitamente, no lugar (ou melhor, no meu lugar). Tudo dá certo, assim como em um passe de mágica e em outros parece que tudo me falta, que as coisas saem do lugar, que tudo dá errado.

Fazendo um rápido balanço, acredito que tenho mais momentos lá no alto e também, sou otimista que dói (mas em nada Poliana).

A vida não é um eterno estado de graça, mas sim, um eterno desafio, e cabe somente a nós e a mais ninguém mantermos nosso amor-próprio e nossa autoconfiança, ainda que atravessemos momentos de insegurança e escuridão.


Se um dia alguém fizer com que
se quebre a visão bonita que você tem de
si, com muita paciência e amor reconstrua-a.

Assim como o artesão recupera a
sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela
é a tarefa mais importante,
você é a sua
criação mais valiosa.  

Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro, para
bem dentro de você e faça
dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.  
 
Brahma Kumaris

terça-feira, 23 de novembro de 2010

-ANDO, -ENDO e por aí VAMOS INDO

Olá Pessoal!
Esperamos que estejam todos bem!

Hoje vamos apresentar para vocês uma pessoa fantática!
Esperamos que aproveitem bastante!


Meu nome é Lucimara Souza e moro em Cravinhos, interior do Estado de São Paulo. Sou formada em Letras, pós-graduanda em Comunicação: linguagens midiáticas, funcionária pública, professora de língua inglesa e, atualmente, revisora de textos.
Possuo algumas crônicas publicadas em antologias e mantenho o blog TEXTOS E REFLEXÕES - www.textos-e-reflexoes.blogspot.com - atualizando-o todas as sextas-feiras.
Escrever me dá prazer porque satisfaz desejos, cura ansiedades e libera sensações contidas.






Eu adoro textos metalinguísticos e hoje pude estar reservando alguns minutos para estar trazendo, neste espaço que tanto gosto, um pequeno trecho de reflexão sobre a chamada peste da comunicação moderna - o gerundismo. Aliás, este é só mais um vício de linguagem ou um modismo linguístico – como você pode estar preferindo chamar - dentre inúmeros que podem estar nos perseguindo.
Quando você telefona para a empresa e recebe a informação de que vai estar recebendo seu produto dentro de tantos dias, você pode não estar percebendo que a mocinha do teleatendimento pode estar adiando uma informação negativa ou querendo te ludibriar. Assim penso porque os adeptos ao gerundismo não me passam credibilidade alguma, apenas tentam ser menos ríspidos do que seriam se fossem diretos e objetivos.
Na verdade, a empresa pode, realmente, estar tentando te dar uma especial atenção, mas essa meiga conversinha de “vamos estar realizando” aborrece, cansa, enfastia.
Antigamente, esta era considerada a linguagem do telemarketing. Hoje se popularizou de forma tão assustadora, que a reunião pode estar atrasando alguns minutos para começar, o paciente pode estar aguardando pelo médico, eu posso estar sentindo dificuldade de escrever isso e o leitor pode estar achando a crônica um porre. O estar vem antecedido de um ou dois verbos e, como se não bastasse, seguido por outro no gerúndio. Situação bem simples que poderia estar sendo resumida em uma palavra ou, no máximo, duas.
No entanto, as pessoas podem estar sempre preferindo dar uma leve rebuscada na linguagem, parecendo ser um tanto quanto formal, amável e educada. O único problema é que elas podem estar se esquecendo de que se tornam companhias insuportáveis e, se pudessem estar ficando de boca fechada, conseguiriam estar poupando o próprio tempo. Essa ideia de continuidade é extremamente desnecessária e fadigosa.
E quando este modismo é transferido para a linguagem escrita? Aí, sim, posso estar considerando um problema crônico, que atingiu proporções e carece de tratamento especializado.
Gente, será que os falantes não percebem que o tal vício passa longe de poder estar sendo considerado bonito, tampouco culto? Talvez estejam pensando que usam nosso querido português de forma mais criativa do que os não-adeptos.
Questionar se a estrutura estabelece ou não uma perfeita comunicação não é minha intenção. A verdade é que esse tal modo cordial e suave de se falar não pode estar sendo disseminado, pois chega a um ponto em que os ouvintes podem estar ficando incomodados, como eu, que consegui estar me segurando até hoje para não estar escrevendo isso que você pode estar ficando cansado de ler.
O ideal é que os interlocutores possam estar se conscientizando e se dando conta de que é feio e doloroso se expressar através dessas locuções verbais conhecidas por gerundismo. Poderiam, ao menos, estar tentando se policiar ou controlar para estar evitando que tal linguagem possa estar atingindo e inquietando nossos ouvidos, especialmente os mais críticos.

Se você, leitor, veio até aqui, leu e gostou, vou estar agradecendo se você puder estar deixando um comentário.

domingo, 21 de novembro de 2010

NATAL 2010 - ESPALHE ESSA IDÉIA.






Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal?
Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega
Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?
Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis.
Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó...
É uma idéia. É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro.
O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

Imagina uma criança pobre, recebendo o presente que pediu ao Papai Noel...


DIVULGUE P/ SEUS AMIGOS

Na vida, a gente passa por 3 fases:
- a primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
- a segunda, quando deixamos de acreditar;
- a terceira, quando nos tornamos Papai Noel




Saiba mais clicando abaixo:
http://www.correios.com.br/papainoelcorreios2010/
 
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bate Bola com Mari Amorim



Sou Mari Amorim, do Blog Mari Amorim Brincando Com a Rima, ou seja brinco comigo mesma,  já RIMA significa Mari ao contrário.

Acabei de completar 33 anos, libriana do primeiro dia da primavera 23/09, Soteropolitana de nascimento, mas a Paulicéia desvairada, adotou-me há 32 anos e 4 meses.
Estou como Supervisora de ensino,na rede Estadual,e aprendiz da escrita.
Sou amiga de plantão, defendo a ética, detesto demagogia. Eu, somos, Nós...
Preciso de amor, como oxigênio pra viver, sou alegre, a vida tem me mostrado que sou uma Árvore com raízes fortes, pronta acolher e ser acolhida.
Agradeço aos amigos do Espaço Aberto pelo convite, aos amigos leitores, desejo boas energias, sempre.
E vamos no bate bola,rs!

 BATE BOLA COM MARI AMORIM

Deus – Único
Religião – espiritualista
Família – a minha
Amizade – do lado esquerdo do peito
Amor – pleno
Paixão – a que sinto no momento
Solidão – a dois
Felicidade – paz de espírito  
Um cantor – Zeca Baleiro / Bono Vox
Uma cantora – Nana Caymmi
Um ator - Kevin Costner
Uma atriz – Fernanda Montenegro
Um filme – O que é isso companheiro  
Um poema – Ele
Um livro Tiradentes nunca mais
Uma cor branca
Um sonho – casar em noite de lua cheia, e comemorar na praia.
Um escritor – Jorge Amado
Um hobby – fotografar pessoas e lugares
Time – CORINTHIANS
Política – Solidariedade  
Um palavrão – paralelepípedo
Uma mania – ir até o final da rua onde moro, e voltar de ré
Prato predileto – arroz,feijão,ovo frito,banana e catchup 
Uma perda – todas me trazem sofrimento
Um ganho – Não deixar de ser um eterno aprendiz.
Mari por Mari- determinada


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pedras Nuas no Espaço Aberto


Olá Pessoal!
Nossa convidada de hoje é a nossa Querida Amiga do Blog Pedras Nuas. Ela nos traz um texto fantástico, que vale a pena ser lido e relido.
Boa leitura para todos!

Não deixe de conhecer a riqueza dos blogs dela:



MARIA MADALENA

De prostituta a símbolo cristão

Tinha passado discretamente pela História da Igreja. Hoje, um exército de teólogos e escritores procura esclarecer a sua relação com Jesus e o papel que terá desempenhado no nascimento do Cristianismo.

O autor de O Código Da Vinci fez sair dos seus silenciosos refúgios teólogos e um sem –fim de estudiosos dos meandros do Cristianismo. Todos se mostraram ansiosos por desvendar o mistério e o significado de Maria Madalena.
Brown aproveita para questionar o papel da mulher no dogma cristão, numa pirueta ideológica que, por muito show business que arraste consigo, não deixa de representar uma oportunidade histórica para rever de forma aberta os cânones eclesiásticos, inamovíveis e solidamente entrincheirados durante quase dois milénios.
A estreia da adaptação cinematográfica do livro em 4000 salas de todo o planeta levou o tema às primeiras páginas dos jornais, como se fosse uma celebridade.
No Vaticano, o arcebispo Ângelo Amato, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, pronunciou-se ao pedir abertamente aos crentes para boicotarem o filme. As palavras do cardeal Tarcisio Bertone, que o classificou como um monte de mentiras contra a cristandade e o próprio Jesus Cristo. Por sua vez a Opus Dei, que não sai muito bem vista do argumento, pediu expressamente à produtora para incluir o aviso aos espectadores de que a obra é uma ficção.

Os evangelhos foram escritos entre 50 e 90 anos depois dos acontecimentos que narram, pelo que é lícito supor que grande parte dos factos foi desvirtuada pela transmissão oral.

Seria, a mulher de traços femininos, sentada junto de Jesus Cristo na Última Ceia, de Da Vinci. Seria ela, que cheia de dor e coragem, assiste (segundo os textos canónicos e apócrifos) aos trágicos momentos da crucifixão. A primeira pessoa a ver Cristo ressuscitado e chamava-lhe rabbuni, que significa “mestre” e seria, alegadamente, o nome pelo qual as mulheres tratavam os maridos.
O livro não deixa de ser uma fonte constante de reacções, de críticas e de óbvias contradições.

Embora falem da vida de Cristo, os evangelhos são bem diferentes entre si.

A ideia de que Maria Madalena (aparentemente a mesma mulher referida como Maria de Magdala e Maria Madalena) seria uma sacerdotisa e não uma prostituta surge reforçada pelas descrições de Marcos (14:3-9) e João (12:3), da unção com nardo feita a Jesus. Ao fazê-lo, Maria derrama a divindade sobre Cristo e tal acção só está ao alcance de um sacerdote.
Muitos estudiosos recentes afirmam a probabilidade de o exorcismo ter representado, na realidade, a cura dos problemas nervosos que afectavam a mulher. Foi presença permanente nos momentos mais importantes na vida de Jesus.
As palavras apagadas no texto de Filipe poderiam lançar nova luz.
Aqui, a importância de Maria Madalena é mais do que óbvia e o autor chamava-lhe “a companheira do salvador”. Filipe diz que “Cristo amava-a mais do que aos (outros discípulos?) e costumava beijá-la frequentemente (nos lábios). Isto ofendia os outros discípulos, que expressavam a sua desaprovação. Perguntavam-lhe, “porque que a amas mais do que ao resto de nós? O Salvador respondeu e disse-lhe, “porque a amo de uma forma diferente daquela que vos amo a vós:

Uma pergunta fica no ar. E se Cristo e Maria Madalena fossem realmente casados? E se a Igreja Católica tivesse aceite essa união, em lugar de procurar permanentemente formas de a esconder, tornando-a ridiculamente impossível?
Como seria a sociedade moderna ocidental se, durante quase dois milénios, a Igreja não tivesse insistido na inferioridade das mulheres face aos homens. Apenas uma resposta a estas perguntas é de veracidade garantida: o Mundo seria com toda a certeza, muito diferente!

Informação extraída directamente das revistas 
SUPER INTERESSANTE Novembro de 2006
Do autor: M.M.
Para saber mais  http://www.magdalene.org Referências literárias,
religiosas e artísticas sobre Maria Madalena
e
Da FOCUS Julho de 2006
Do autor : Frederico Valarinho

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