quarta-feira, 14 de julho de 2010

SAÚDE


Mais uma vez, estamos aqui com a nossa querida Carmem, do blog Eu Sei Que Vou Te Amar, para falar sobre saúde. Como ela já é de casa e muito querida por nós, não precisa de cerimônia e dispensa apresentações, né, Carmensita? 
Esperamos que gostem do assunto.

Beijos a todos!






OBESIDADE INFANTIL X FATORES PSICOLÓGICOS
Por Carmem Vilanova

O assunto obesidade infantil é um dos quais eu não me canso de falar por ser algo tão atual e tão real nos dias atuais e lendo outro dia um texto que falava sobre o assunto obesidade x fatores psicológicos, observei que há algumas coisas bem interessantes a respeito do tema e que quero, hoje, deixar aqui como um sinal de alerta.

A obesidade é, sem dúvida, um dos maiores desafios para os médicos do mundo inteiro. E, embora não paremos para pensar muito no assunto, pode ser causada, também por
problemas psicológicos.

O estresse, a ansiedade, a depressão, além de problemas endocrinológicos podem levar uma criança-adolescente à obesidade, principalmente se não forem detectados a tempo pelos pais.

O prazer da comida é uma das tentativas de compensar frustrações e muito comum em qualquer faixa etária. Na criança é ainda pior, pois como esta sensação dura um período curto e ela não tem noção de limites o mais provável é que comece a ingeir um alimento logo após outro para esquecer os sentimentos ruins.

"Este quadro pode ser resultado de falta de afeto dos pais ou outros familiares, algum tipo de rejeição dos colegas da escola ou o fato da criança não se sentir emocionalmente
preparada para lidar com o que lhe exigem
", explica a psicóloga Silvana Martani, da equipe de endocrinologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A cultura brasileira pode estar diretamente relacionada à obesidade infantil uma vez que hoje em dia a maioria das crianças tem uma programação semanal cheia de atividades e pouco tempo de intervalo entre cada uma delas. Muitas vezes os jovens saem da escola e vão direto para os cursos, seja inglês, judô, ballet, etc. e o mais provável é que a se sintam pressionadas por esta rotina atribulada que pode gerar estresse, ansiedade ou mesmo depressão.

Já o oposto, a rotina sedentária, é igualmente nociva pelo fato de que a criança passa a maior parte do seu dia na frente da televisão, jogando vídeo game ou no computador sem desempenhar nenhum tipo de atividades físicas, o que pode acarretar em um sentimento de solidão por não ter contato com crianças de sua idade.

Em ambos casos a criança sente falta do vínculo familiar e isso gera, indiscutivelmente,
desequilíbrios psicológicos que podem causar a obesidade infantil. A esse fator, somamos o aumento do consumo de alimentos gordurosos e calóricos, muitas vezes influenciados pelos maus hábitos dos pais e/ou familiares, os quais é comum utilizarem os alimentos (principalmente os doces) como uma forma de compensar o pouco tempo que dispõem para ficar com os filhos. E isso se torna uma bola de neve que para controlar pode ser mais difícil.

Para tratar este mal os pais devem procurar, inicialmente, um endocrinologista para verificar os aspectos físicos que possam justificar o surgimento desta enfermidade. Casos estes aspectos sejam inexistentes, e havendo dificuldade na perda de peso mesmo após um controle hormonal é importante que os pais busquem, imediatamente, o acompanhamento de um psicólogo pois podem haver causas emocionais por trás do problema.

Vamos ficar de olho!
Nossas crianças são nossa responsabilidade! Vamos oferecer VIDA a elas!
Ao descuidá-las estamos, indiretamente, matando-os dia a dia e acredito que esta não é nossa função principal, de pais!

Paremos para pensar...






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