sexta-feira, 4 de junho de 2010

A arte de fotografar...






O dom de registrar os melhores ângulos de um acontecimento através da fotografia não é para todos. É necessário talento e sensibilidade para poder, através das lentes de uma câmera, captar  todas as emoções do momento e transmiti-las ao coração sem uma palavra sequer. 

Por isso hoje,  nós do Espaço Aberto,  temos o prazer de compartilhar com vocês a arte desse grande poeta das lentes e os convidamos a conhecer a paleta de emoções desse ser de luz através de seu blog. Assim, saberão o quanto de verdade há no que eu digo... Tenho certeza que não se arrependerão!

Miguel Almeida

 


"A fotografia é coisa simples, tem a ver com luz e coração, a câmera é o acessório que faz o registro.

Para começar acho que podemos encarar a fotografia desta forma todo o resto vamos aprendendo à medida que ficamos mais exigentes com a forma de guardar esses momentos especiais que tanto nos tocam.

Quando olhamos uma cena, os nossos olhos são uma ferramenta tecnológica extremamente avançada, brilhantemente suportada por um processador que é o nosso cérebro e por isso visualizamo-la com a luz correcta e o motivo bem focado, à medida que os vamos movendo pela cena tudo isto é ajustado automaticamente sem pensarmos.





Racionalizando a visão vamos perceber que o que efectivamente estamos a ver focado e nítido é o exacto ponto para onde estamos a olhar, todo o resto o cérebro constrói e está desfocado mas não tem importância porque a nossa atenção está só no ponto que olhamos.

As máquinas fotográficas não têm esta capacidade, registram tudo o que ficar no enquadramento. Aqui deve começar a nossa primeira preocupação , antes de fazer clic devemos percorrer com o olhar todo o enquadramento da cena e perceber se o que queremos registrar tem o realce que pretendemos, se não for o caso devemos mudar de posição e reenquadrar retirando tudo o que possa distrair a nossa atenção, construir um cenário que nos proporcione uma atenção natural ao que queremos realçar e nos ajude a percorrer com o olhar a fotografia para o ponto pretendido.




Se repararem bem nas fotografias de paisagem temos por regra um objecto no primeiro plano, outro mais afastado e depois um terceiro plano com toda a profundidade da paisagem, criando diferentes planos sensoriais de forma rápida e natural o espaço e a profundidade da paisagem."



Espero que vocês dediquem um tempinho a esse lindo exercício de contemplação aqui e que tenham aprendido um pouquinho mais sobre o encanto da arte de fotografar!

Um forte abraço a todos que por aqui passarem e um final de semana abençoado!







*Imagens retiradas do blog de Miguel Almeida


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